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Stratovarius

Stratovarius  
Fãs de Black Sabbath e Ozzy Osbourne, o vocalista Tuomo Lassila, John Vihervä (baixo) e o guitarrista Staffan Stråhlman montaram o Black Water em Helsinque, capital da Finlândia, em 1984. Staffan trouxe alguns elementos clássicos para o som do grupo, que começou a ensaiar. Vihervä se afastou no fim do ano e foi substituído por Jyrky Lentonen, ex-Road Block, grupo onde foi companheiro de do guitarrista Timo Tolkki. No ano seguinte, Staffan não quis mais tocar com o grupo e saiu uma semana antes de um show marcado para a cidade de Aalborg, na Dinamarca. Lassila, que também conhecia Tolkki, telefonou para o amigo e o convidou para se unir à banda. O novo integrante aprendeu as músicas e, após alguns ensaios, a banda viajou para a Dinamarca. Até aquele momento, além de cantar, Tuomo era o baterista.

Isto e os seus limitados dotes vocais deixaram claro que a inclusão de um frontman era mais do que necessária. Como era pequeno o número de bons vocalistas na Finlândia, Tolkki assumiu a responsabilidade. Nesta fase, o estilo musical do Stratovarius já estava mais próximo do que eles seguem atualmente: melódico e com influências fortes de música clássica.

Com Tolkki vieram as suas próprias inspirações: Ritchie Blackmore, Rainbow e música barroca. O grupo ensaiou muito, fez vários shows em Helsinque e gravou sua primeira demo em 1987 com as faixas "Future Shock", "Fright Night" e " Night Screamer". O material foi enviado para vários selos finlandeses e a CBS local decidiu contratá-los depois que integrantes da gravadora viram um show no Tavastia Club, em Helsinque. Neste ponto um novo músico já fazia parte da banda. Era o tecladista Antti Ikonen, com quem o Stratovarius gravou o single "Future Shock/Witch Hunt", em 1988. Um novo single, "Black Night/Night Screamer" saiu no começo de 1999 e, finalmente, o disco de estréia, "Fright Night", foi lançado em maio daquele ano. Uma série de shows durante os seis meses seguintes serviu para divulgar este álbum, incluindo o festival Giants Of Rock, junto com Anthrax. Depois disso, Jyrki Lentonen deixou o posto de baixista. Novas músicas foram compostas, mas a CBS resolveu romper o contrato. Os músicos seguiram ensaiando e compondo para gravar o segundo trabalho por conta própria.

Com a formação ainda incompleta, foi preciso que Tolkki gravasse todas as partes do baixo. "Stratovarius" saiu com a foto de Jari Behm como novo baixista, mas logo ele foi demitido por causa do seu estilo, que não se encaixava com a proposta da banda. Mil cópias do CD foram prensadas por um pequeno selo independente, a Bluelight Records, e hoje são uma raridade. Enviado para toda a Europa, o disco chamou a atenção da Shark Records, que contratou o Stratovarius e relançou o álbum com o nome de "Twilight Time" em outubro de 1992. O CD entrou para o Top 10 dos discos importados no Japão durante cinco meses, abrindo as portas da gravadora JVC, que lançou o disco no Oriente em julho de 1993. Tolkki foi ao Japão para fazer uma tour promocional e viu a popularidade da banda, que não parava de crescer. Enquanto um contrato mundial não era fechado, eles mantiveram seus esforços na composição de mais material durante todo aquele ano. Quando 70% das novas composições estavam completas, Jari Kainulainen foi aceito como novo baixista. Paralelamente, Tuomo Lassila teve um problema nas duas mãos e precisou se afastar por oito semanas. O disco teve que ser finalizado por Sanu Kuoppamäki (do Kingston Wall), que gravou quatro faixas.

Entre fevereiro e março de 1994, "Dreamspace" saiu mundialmente, sendo muito bem recebido pela crítica, elevando ainda mais a popularidade do Stratovarius. São deste disco os primeiros clássicos, como a faixa título, "4th Reich" e "Chasing Shadows". Em junho eles fizeram a primeira tour no Japão, tocando em Tóquio, Osaka e Nagóia. As novas composições foram feitas entre a primavera e o verão de 1994, com a banda voltando ao estúdio trazendo a boa energia da tour japonesa. Na mesma fase, Tolkki realizou um antigo sonho ao gravar seu álbum solo, "Classical Variations And Themes", incluindo "Fire Dance Suite", composta originalmente para o Stratovarius. Tolkki decidiu que seus dias de vocalista estavam terminados. Por intermédio de anúncios na imprensa musical da Finlândia, a banda chegou até Timo Kotipelto, que já havia entrado em contato com o Stratovarius um ano e meio antes. Depois de um telefonema, uma audição foi marcada e, na primeira música, todos já sabiam que ele seria o novo frontman. Kotipelto gravou "Fourth Dimension", que saiu em março de 1995 e obteve o dobro da vendagem do seu antecessor. Vários shows aconteceram na Alemanha, Suíça, Holanda, Finlândia, Grécia e Japão. Ao fim da tour, Lassila e Ikonen foram dispensados, já que a química entre eles e os demais companheiros havia mudado. Tolkki sabia que eles não conseguiriam tocar as músicas que ele tinha em mente. Para susbstituí-los, veiram o baterista Jörg Michael (Running Wild) e o tecladista Jens Johansson (Yngwie J. Malmsteen). Agora com a melhor formação de todos os tempos, o Stratovarius gravou "Episode" no Finnvox Studios, em Helsinque.

Um coro de 40 vozes e uma orquestra de 20 integrantes foram incluídos nas gravações, que renderam outros clássicos como "Father Time", "Will The Sun Rise?" e "Eternity". O álbum seguinte, "Visions", saiu em 1997 alcançando ótimos resultados em todo o mundo, se tornando "Disco de Ouro" na Finlândia. Sua tour passou pela Europa, Japão e América do Sul. Nesta excursão, eles gravaram o duplo ao vivo "Visions Of Europe", que foi lançado em março de 1998. No mês seguinte, iniciaram os ensaios para o disco seguinte, "Destiny", também gravado no Finnvox e lançado em outubro do mesmo ano. Este CD também se tornou "Disco de Ouro" na terra natal da banda, que entrou no primeiro escalão das bandas metal em todo o mundo. Em vários países, o álbum, a banda e seus integrantes entraram na lista dos melhores do ano. Mais shows ao redor do mundo mantiveram o Stratovarius em destaque.

O ritmo de trabalho do conjunto não diminui e, em 2000, "Infinite" é lançado. Depois de uma extensa turnê, os boatos que dariam conta que Timo Tolkki e o Stratovarius tirariam férias tornou-se realidade. As razões que os levaram a esse tempo são óbvias: a banda trabalhou duro durante aqueles últimos anos, sem um tempo pra seus integrantes descansarem um pouco. Álbum, turnê, álbum turnê foi o ritmo que vida que eles tiveram nos últimos 7 anos que antecederam essa parada, chegando num ponto onde esse intervalo foi necessário. Mas o Stratovarius não seria o Stratovarius se não deixassem algo especial para seus fãs: antes de tirarem umas férias, em 2001 o álbum "Intermission" foi originalmente lançado, e contêm muitas músicas raras e bônus, assim como quatro novas músicas, sendo três covers (Judas Priest, Rainbow, Russ Balard) e uma música ao vivo, "Hunting High and Low". "Intermission" é uma espécie de presente para os fãs, sempre ávidos na procura por material inédito.

Com este disco a banda finalizou sua primeira década de existência. Durante o tempo em que a banda ficou parada, Timo Tolkki e Timo Kotipelto aproveitaram o tempo livre para gravarem seus álbuns solos e começaram a compor as músicas de para o próximo álbum. Depois de três anos de descanso o Stratovarius volta com o elogiadíssimo "Elements Pt. 1" que já se tornou um clássico. O primeiro single do novo disco é "Eagleheart" que foi lançado no Brasil em um single promocional acompanhado da também inédita "Run Away". "Elements Pt 1" encaixa-se perfeitamente no estilo já clássico do Stratovarius: grandes melodias e a típica atmosfera que somente esses Finlandeses poderiam ter criado.


Discografia
."Elements pt.1" 2003
."Intermission" 2001
."Infinite" 2000
."Destiny" 1998
."Visions Of Europe" 1998
."Visions" 1997
."Episode" 1996
."Fourth Dimension" 1995
."Dreamspace" 1994
."Twilight Time" 1992
."Fright Night" 1989